Terça-feira, 8 de Junho de 2004

Para ser flor

wings.jpg


Para ser flor há que ser raiz
plantada bem no fundo da mãe terra
Para ser cristal há que ser areia
roubada sem mercê aos domínios da água
Para ser borboleta há que ser larva
arrastada em si própria pelos troncos
Para ser pássaro há que ser rasteiro
agarrado ao chão em tempos ancestrais

Para voar, o homem tem que ter os pés
assentes na terra, na água, nos troncos, no chão
e procurar nas origens as asas que o elevam.
publicado por lique às 17:51
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29 comentários:
De Anónimo a 10 de Junho de 2004 às 19:38
Oi... Como sempre, e já te conheço há bastante tempo, surpreendes-me com a tua poesia. Há sempre algo novo para aprender contigo. Beijos grandes, de quem espera saber voar um dia.
hana_le
(http://obsessoes.blogs.sapo.pt/)
(mailto:hana_le@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Junho de 2004 às 15:31
Lique, belissimo poema... Para voar o homem tem que ter os pés bem assentes na terra,... sim sem duvida!! Maria
(http://coisassimples.blogs.sapo.pt)
(mailto:branco_maria@hotmail.com)
De Anónimo a 9 de Junho de 2004 às 15:19

Voltei só para dizer o mais óvio que ontem esqueci: adorei!deSaraComAmor
(http://oblogdalibelua.blogs.sapo.pt)
(mailto:deSaracomAmor@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Junho de 2004 às 14:09

na cama? contigo, Porkinho?! nem eu queria : deves ressonar que te fartas! ainda se fosses a Alexandra Lencastre... fica bem, inté!
(não abusemos da hospitalidade da Lique)
DonBadalo
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(mailto:DonBadalo@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Junho de 2004 às 13:08
Porquinho e DonBadalo: oh queridos, por mim podem continuar. O espaço é vosso. Até vou ficar muito satisfeita se resolverem as vossas divergências conjugais, de uma vez por todas :-))**lique
</a>
(mailto:lique2@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Junho de 2004 às 12:59
Don Badalo: não armes sarilho: não te quero ver por perto na...mesma cama; xiça! As nossas relações epistolares devem manter-se porque são cordatas e qúiçá contribuem para o progresso deste país e dos seus habitantes...pelo menos é a ideia que eu tenho. Lique: se não gostares deste diálogo aqui no teu espaço diz, que na parte que me toca, retiro estratégicamente...para logo voltar a seguir...
Inté!porquinho da india
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(mailto:baconfrancis@netcabo.pt)
De Anónimo a 9 de Junho de 2004 às 12:54
A todos os que passaram: obrigada pelos vossos comentários. São lisongeiros para quem, como eu, tem a escrita como um hobby que se começa a tornar uma bocadinho viciante. Hoje infelizmente o dia começou com uma má notícia. Vamos tentar viver bem o resto da semana, com os pés nas nossas raizes mas prontos para o golpe de asa que nos faz voar. Beijinhos a todoslique
</a>
(mailto:lique2@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Junho de 2004 às 11:03

Lique, já viste o que fizeste com a tua mania de armares em casamenteira?! o Porkinho, impressionado com o badalo, não me quer ver por perto! mas prontesss: "cada um, ca sua!" (e ambos ficamos bem, certamente...)DonBadalo
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(mailto:DonBadalo@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Junho de 2004 às 10:35
Tinha acabado de relembrar o excelente poema do Torga, pela tua gentileza, e eis que ouço o seu remate, o teu toque, esta saída com um caminho todo aberto para a vida... Não comecei agora o meu dia, mas já melhorou muito.OrCa
(http://sete-mares.blogspot.com)
(mailto:jorcas@netcabo.pt)
De Anónimo a 9 de Junho de 2004 às 10:18
...de macho, claro...que do homem não tenho nada a apontar...porquinho da india
</a>
(mailto:baconfrancis@netcabo.pt)

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