Quarta-feira, 14 de Abril de 2004

A voz dos resistentes (I)

embarque.jpg


Menina dos olhos tristes

Menina dos olhos tristes
o que tanto a faz chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

Vamos senhor pensativo
olhe o cachimbo a apagar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

Senhora de olhos cansados
porque a fatiga o tear
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

Anda bem triste um amigo
uma carta o fez chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

A lua que é viajante
é que nos pode informar
o soldadinho já volta
está mesmo quase a chegar

Vem numa caixa de pinho
do outro lado do mar
desta vez o soldadinho
nunca mais se faz ao mar



Música - José Afonso



Letra - Reinaldo Ferreira



publicado por lique às 07:40
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22 comentários:
De Anónimo a 15 de Abril de 2004 às 09:36
ognid: eu percebo que para os que nasceram depois do 25 de Abril viver em liberdade seja tão natural como respirar, não entendo é a sua ignorância fomentada da história do seu pais. Tu e eu nunca ligámos ao 5 de Outubro porque na escola ninguém nos ensinou, como devia, a história da 1ª República. Não convinha, como provavelmente não convem agora ensinar o que foi o fascismo e o que foi o 25 de Abril e porquê. Bjslique
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De Anónimo a 15 de Abril de 2004 às 09:31
Maria: eu diria mais, que essa lembrança nos fortaleça para as lutas que devemos travar diariamente para que aquilo, ainda que pouco, que resta de Abril não se perca! :))***lique
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De Anónimo a 15 de Abril de 2004 às 08:40
José: de facto, sobretudo na época em que por todo o mundo o canto de intervenção estava na moda, ele teria todas as razões para ter sucessos. Acho é que isso era o que menos lhe interessava. Ele queria era chegar àquelea que cantava...Bjslique
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De Anónimo a 15 de Abril de 2004 às 08:36
Analfabeto: boa, é esse mesmo o espírito! Nada lhes é ensinado nas escolas, da história mais próxima. A ver se a pouco e pouco todos esquecemos...Bjslique
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De Anónimo a 15 de Abril de 2004 às 08:33
Wind: quntos casos assim não houve! Quantas angústias que culminavam ou não na tragédia ! Foi uma época que marcou toda a sociedade portuguesa. :))**lique
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De Anónimo a 15 de Abril de 2004 às 08:30
Acaso: aquilo que dizes tem toda a razão, só acho o teu discurso um pouco derrotista. Pelo menos uma coisa ganhámos: o poder estar aqui todos nós a dizer isto. E não é um bem pequeno! Essa possibilidade de liberdade de expressão, pelo menos essa, temos que a defender com unhas e dentes. Porque há por aí muita gente que gostava que não fosse assim...Muita coisa se perdeu e não se cumpriu. Mas há espaços de intervenção individual (não estou a falar dos partidos, corruptos até à medula) que devemos aproveitar. Todos os que acordarem para essa possibilidade, são ganhos. :))*lique
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De Anónimo a 15 de Abril de 2004 às 00:41
lique, já tinha visto o artigo e vim cá ou 3 vezes para ver os comentários. Acho que não devemos deixar esquecer aquilo que se passou e que os que já nasceram depois disso o saibam. Mas, por outro lado, fico feliz que esses que já naceram depois do 25/4 encarem a liberdade como algo de tão natural como o respirar e estejam livres de todas aquelas limitações que nos foram implantadas pela mentalidade fascista no meio da qual crescemos. Lembro-me que, qundo era miúdo, falavam do 5 de Outubro como uma data muito importante. Racionalmente, mais tarde, percebi essa importância, mas nunca foi uma data que me dissesse alguma coisa, que mexesse comigo. Ainda hoje não mexe. Para mim a vida em regime republicano (entre aspas até ao 25/4) era algo de adquirido e natural. bjksognid
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De Anónimo a 15 de Abril de 2004 às 00:12
Pois é Lique, o Acaso tem toda a razão no que diz, mas pelo menos que não deixemos perdidos na nossa lembrança todos esses jovens que um dia nos quiseram cidadãos livres, de corpo inteiro,e,sobretudo aqueles de entre eles que regressaram, sim, mas numa "caixa de pinho"... Que as nossas palavras nunca se cansem de os lembrar... Fuca bem... beijos :))maria
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De Anónimo a 14 de Abril de 2004 às 22:50
Olá lique!

Se o Zeca Afonso cantasse em inglês teria Hits que nunca mais acabava. Como sempre cantou em português, nunca fez cedências, construiu um repertório eticamente incontornável, de um rigor estético admirável, raramente é relembrado na rádio. Que dizer então de Reinaldo Ferreira. É uma pena que a 'sub-cultura' americanizada tiranize desta forma tão fraca! Fica bem!:-))***Jose Duarte
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De Anónimo a 14 de Abril de 2004 às 21:58
Lembrei-me do teu post e da data que se aproxima e perguntei a um miudo filho de um amigo (14 anos), se ele sabia o que era o 25 de Abril. Não é que ele me respondeu que era uma festa em honra do presidente da republica... isto anda tudo maluko.analfabeto
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