Terça-feira, 9 de Março de 2004

Chegar a casa

Chegar e não encontrar ninguém. Posso finalmente usar o computador sem aquelas urgências de fundo: "Quero ver o meu mail!" ou "Preciso de fazer uma pesquisa!". Por agora o tempo é meu, a casa é minha, os gatos dormem. Não vou ainda pensar no jantar. E quero deixar o trabalho para trás. Aquelas malditas reuniões... Posso deixar o espírito navegar como se eu não fizesse parte de um "nós" tão complexo. Não há projecto de uma filha nem mestrado da outra nem, nem... Existo eu, independente de tudo. Pessoa, mulher, só perante a vida e as minhas opções. Vou continuar a escrever ou ver um DVD? Ou não fazer nada mesmo... Não vou telefonar a quem me ligou e eu não atendi. Seria uma interminável conversa de trabalho ou de frustrações de trabalho. O trabalho fica para amanhã. Já sei: ouvir um disco e passar os olhos pelo inicio de um livro. Como um começo muito agradável de algo que em breve será interrompido pelos "Olá!", pelos ruidos de uma casa cheia e pela diluição da minha consciência de mim nos problemas dos outros.
publicado por lique às 17:34
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4 comentários:
De Anónimo a 10 de Março de 2004 às 17:34
Misógena, tens muita razão no que dizes. E quando eu falava de experiências da vida não estava a valer-me da idade. Há pessoas com muito mais vîvências que eu e bem mais novas. Realmente todos temos um mundo secreto, onde somos quem queremos ou sonhamos que somos. Um mundo aberto a todas as fantasias e loucuras. Até que ponto trazemos esse mundo para o "mundo concreto" e conseguimos misturá-los é talvez a diferença entre conseguirmos ser "felizes,às vezes" ou estarmos sempre a um passo de lá chegar. Beijolique
(http://mulher50a60.blogs.sapo.pt)
(mailto:lique2@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Março de 2004 às 22:21
Lique: Não tenho a tua experiência de vida, mas sei que a nossa vida comporta uma outra "vida secreta", o que chamo "caixa de costura", onde somos totalmente livres e é nessa que se fazem as grandes conquistas e descobertas. essa, ajuda-nos imenso na pragmática e quotidiana. O resto, idade, filhos, netos, pais...também faz parte da vida. A nossa é nossa! espero que me visites, sim, quando te apetecer. Beijinho. Força!:)***misogena
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(mailto:misogena@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Março de 2004 às 22:18
Obrigada misogena pelo teu comentário e pelos votos. Falaremos em breve sobre as diversas formas de estar só que não são forçosamente um mal. E sobre as experiências da vida. Tenho que te visitar um destes dias.lique
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De Anónimo a 9 de Março de 2004 às 22:07
Olá! Venho desejar-te tudo de bom para a vida e para o blog.
Chegar a casa e estar tudo mudo e quieto faz parte da minha vida também.. Não é apenas momentâneo como contigo, é um estado. Porém, tens a sorte, repara, a sorte de poderes dispersar-te pelos outros e viver-lhes um pouco as vidas. A tua, é a tua, apenas e só tua! E tanto falta ainda para ver, conquistar, descobrir:)) A idade tem peso só nas pernas e mesmo assim, nem tanto!
O que viveste é mais-valia! Força! Fica bem.misogena
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