Domingo, 8 de Agosto de 2004

Na chuva me encontrei

rain2.jpg


Na chuva me encontrei
Súbita a leveza do ar
Cheiro de terra molhada
Saber de fértil amanhecer
Na chuva me lavei
Gotas beijo no rosto
Água fio pelos braços
Sentidos de vez acordados
Na chuva relembrei
Dias cinza de esperança
Tardes quentes de angústia
Noites brancas de emoção
Na chuva aguardei
Certezas do meu querer
Outonos em folhas de ouro
Invernos de prata fria

Até terminar a chuva
Até acabarem os dias.
publicado por lique às 22:54
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50 comentários:
De Anónimo a 9 de Agosto de 2004 às 13:01
O cheiro da terra molhada é das melhores coisas que a natureza nos dá. Que tenhas milhões de gotas de felicidade :)Betty
(http://betty.blogs.sapo.pt)
(mailto:ferreiraelisabete@hotmail.com)
De Anónimo a 9 de Agosto de 2004 às 11:01
É impressionante como a chuva nos incentiva a escrever. Se foi ela que te incentivou espero que chova mais para continuares a escrever estas coisas bonitas...Tiegas
(http://naturalezamuerta.blogs.sapo.pt)
(mailto:rui_claudio_dias@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Agosto de 2004 às 10:32
A chuva é sempre uma grande propulsora de reflexões, recordações e imagens românticas... Beijinhossefaxavor
(http://tragameossais.blogs.sapo.pt)
(mailto:sefaxavor@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Agosto de 2004 às 10:18

chuvas de verão, são como amores imprevistos! amaciam o tempo e confortam a alma...
belo poema!

boa semana! beijosDonBadalo
(http://oblogdalibelua.blogs.sapo.pt)
(mailto:DonBadalo@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Agosto de 2004 às 09:18
Lique, dir-te-ei deste poema o que acabei de dizer à "Sara", por me parecer ter aqui havido, também, um ponto de fuga que aponta o futuro e o perspectiva. Já saudade dele, que se faz cadinho de utopias. Das melhores, daquelas que queremos inevitáveis, contra tudo e contra todos. Um lúcido poema de esperança. Com beijos. OrCa
(http://sete-mares.blogspot.com)
(mailto:jorcas@netcabo.pt)
De Anónimo a 9 de Agosto de 2004 às 08:52
Chuva é sempre um recomeço - "lava tudo" até a alma!!! Mesmo que seja "fria"!!!!
É assim que a encaro; é assim que sinto. Adorei o teu poema.
Um beijinho
MartaMARTA TEIXEIRA
(http://amartaeeu.blogs.sapo.pt)
(mailto:martamariabraga@clix.pt)
De Anónimo a 9 de Agosto de 2004 às 01:03
Corri-me na chuva, deixei que ela me invadi-se, na ansia de me livrar de todas as memorias, de todas as mágoas, que me deixa-se limpa de qualquer sentir... Belissimo Lique, é muito bom ler-te, beijinhos, desejo-te uma semana muito feliz!Maria Branco
(http://cumplicidadespartilhadas.blogspot.com)
(mailto:branco_maria@hotmail.com)
De Anónimo a 9 de Agosto de 2004 às 00:29
E durante essa eterna espera deixas fugir de ti a vida... encara a chuva como um momento de partida, como o instante mágico que fará germinar as sementes adormecidas no teu ser.JAC
(http://jac.blogs.sapo.pt)
(mailto:jac_blog@sapo.pt)
De Anónimo a 8 de Agosto de 2004 às 23:02
Presumo que esta chuva de Agosto te tenha inspirado para este belo poema...analfabeto
(http://analfabetosexual.blogs.sapo.pt)
(mailto:pp@sapo.pt)
De Anónimo a 8 de Agosto de 2004 às 23:02
Lique, reli não sei quantas vezes o que escreveste. Para mim é o mais belo e profundo que editaste até hoje. Lindo! Bela imagem. Muitos beijos:)**wind
</a>
(mailto:sagit_126@hotmail.com)

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