Terça-feira, 27 de Abril de 2004

Árvores

tree.jpg


O que tentam dizer as árvores
no seu silêncio lento e nos seus vagos rumores,
o sentido que têm no lugar onde estão,
a reverência, a ressonância, a transparência
e os acentos claros e sombrios de uma frase aérea.
E as folhas e as sombras são a inocência de uma ideia
que entre a água e o espaço se tornou uma leve
integridade.
Sob o mágico sopro da luz são barcos transparentes.
Não sei se é o ar se é o sangue que brota dos seus
ramos.
Ouço a espuma finíssima das suas gargantas verdes.
Não estou, nunca estarei longe desta água pura
e destas lâmpadas antigas de obscuras ilhas.
Que pura serenidade da memória. que horizontes
em torno do poço silencioso! É um canto num sono
e o vento e a luz são o hálito de uma criança
que sobre um ramo de árvore abraça o mundo.


António Ramos Rosa, Cada árvore é um ser para ser em nós



publicado por lique às 16:01
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De Anónimo a 28 de Abril de 2004 às 14:26

picnicando então à sombra desta árvore!... frondosa copa...vermelhovivo
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(mailto:DonBadalo@sapo.pt)
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